sábado, 2 de fevereiro de 2008

Adeus a este blog

Percebo a intenção do António Delgado. E como não quero que fiquem por aí resquícios aproveito para eliminar deste bolg todos os meus postais anteriores. Obrigado a todos e até uma esquina qualquer deste tempo crepuscular cuja direcção se adivinha.

Valdemar Rodrigues

ESTE ESPAÇO SERÁ BREVEMENTE DESACTIVADO

Estimados Leitores comentadores e colaboradores do Gentes e Frente,
Por motivos que se prendem com os objectivos deste espaço e expressos na cabeceira do blog o mesmo vai ser desactivado dado a pouca ou nula participação dos colaboradores. O espaço ficará fechado à participação dos coloboradores a partir do dia 15 de Fevereiro 2008, até la e caso queiram e assim entendam, podem retirar postagem ou enviar alguma . Findo esse período o acesso será fechado no entanto o blog existirá para consulta.
Em meu nome e como editor deste espaço agradeço a todos os que estiveram por bem, nesta ideia desde o principio e pela ilusão que mostraram . Aos leitores e comentadores agradeço as visitas e as opiniões deixadas. Todos nós e eu particularmente fico grato pela vossa e generosa estima durante este periodo.

Cordialmente
António Delgado

domingo, 25 de novembro de 2007

PARA REFLECTIR

TANTO FAZ QUE SE GOSTE OU NÃO DE TOURADAS.

"OLHO COM ADMIRAÇÃO PARA AQUELES HOMENS E MAIS UMA VEZ ME INTERROGO SOBRE A SOLIDARIEDADE, A ENTREGA, O AUTO-SACRIFÍCIO EM BENEFÍCIO DO OUTRO, A CORAGEM, A BRAVURA E TUDO O MAIS QUE HÁ PARA DIZER, ALI DEMONSTRADOS."

Este vídeo assim como o comentário que destaco foram-me enviados por um grande amigo (A.F.) . Já vi várias vezes o vídeo e em todas elas os meus olhos brotaram lágrimas...será preciso aprendermos a ser forcados para sermos solidários uns com os outros?

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

HOJE É DIA DE PÃO POR DEUS

(Para falar da solidariedade social)


Hoje podemos ver magotes de crianças com sacas de cozinha na mão a percorrer as ruas, bater às portas, entrar pelos cafés, desinibidas, a pedir «pão por Deus». No passado e na região de Leiria, dizia-se «pedir o santoro» (do latim, «santorum», dos santos - pão dos santos) que era uma merendeira doce que os mais abonados coziam (e alguns ainda cozem) para oferecer neste dia. Uns ofereciam merendeiras; outros, frutos secos, rebuçados, uma pequena moeda...
Trata-se da sobrevivência dum antigo costume rural que tinha a função social de manifestar a solidariedade entre a vizinhança (o pão recebido podia satisfazer uma família durante alguns dias). Os mais abonados manifestavam-se solidários dos mais pobres, e todos passavam por bons vizinhos porque cada um oferecia do que tinha. Com a mudança sociológica dos últimos quarenta anos, o costume foi recuperado pelas crianças. A função social do costume mudou:; já não visa a satisfação das necessidades dos mais pobres. As crianças integraram-no na sua visão da vida e transformaram-no numa forma de lazer: sair de casa, percorrer as povoações, pedir para si, constituir um pecúlio (de moedas ou de bombons...). E passou a ser o «dia das crianças». Aí vão elas a fazer pela vida. Metem tudo o que lhe derem na saca. O que «ganham» é para elas, como se de uma garantia de autonomia se tratasse... Lazer infantil, certo, mas o ambiente continua a ser de solidariedade.
O dia 1 de Novembro podia bem ser consagrado o Dia Português da Solidariedade. Porque é que só vamos atrás dos «dias mundiais» disto e daquilo? «Há tantos ‘dias mundiais’ que já não fazem mossa», ouvi há dias. A solidariedade deve ser em todos os dias, mas o de hoje podia ser o seu dia oficial, simbólico. Como as crianças recuperaram para si o velho costume, elas próprias podiam, neste dia, serem levadas a reflectir no valor social da solidariedade.
A solidariedade social é o grande tema do presente, e com futuro. Também este sofreu uma evolução. Outrora, a partilha chamava-se caridade, assistência, misericórida... um valor religioso. Hoje, a solidariedade é um dever individual e colectivo, inscrito na estrutura do Estado e nos programas dos governos e das organizações supra-nacionais. Grande mudança. Na concepção tradicional, as populações só se sentiam obrigadas à solidariedade para com os seus conterrâneos e desde que estes fossem submissos, virtuosos, ortodoxamente religiosos, retribuidores ou agradecidos. A caridade era uma virtude privada; os estados não tinham essa atribuição. Com a modernidade, a solidariedade compete a todos em favor dos necessitados sem descriminação. No entanto, organizá-la e instituí-la constitui uma atribuição dos poderes públicos Só por estas mudanças, a modernidade - que muitos criticam sob vários aspectos - vale bem a pena.
Em Portugal, onde a modernidade veio tarde e se confunde com, apenas, as tecnologias, a solidariedade social ainda não é um valor tão afirmado como noutros países. No orçamento do estado português, a solidadriedade social já absorve uma boa fatia dos impostos (doença, desemprego, reforma, inserção social, socorros internacionais...). Mas ainda é pouco. Repare-se que os contribuintes se queixam muito (e com razão) do mau destino que é dado aos seus impostos. No entanto, quando gastos nas áreas da solidariedade social, nunca os ouvimos dizer que são mal empregues.
Os políticos e os autarcas deviam pensar nisso. A solidariedade social é a melhor «bandeira» que se pode arvorar em política. Se estivesse nas minhas competências dar-lhes conselhos, dir-lhes-ia que, em vez de gastar os impostos do povo em obras de prestígio e de fachada, ostentatórias, fingidoras de riqueza e com um valor simbólico relativo, fariam «muitos mais amigos» (no seu caso, eleitores), se os dedicassem prioritariamente à solidariedade social que, essa sim, é um valor de futuro, absoluto e universal.
Moisés Espírito Santo (sociólogo) In Jonal de Leiria 1 de Novembro de 2007

sábado, 27 de outubro de 2007

“Quando o antigo é um privilégio


A fiel reabilitação do Hotel Palace do Capitão, em São Martinho do Porto,
foi distinguida com o Prémio de Arquitectura Eugénio dos Santos,
da autarquia de Alcobaça

Quem vê hoje o Hotel Palace do Capitão, altivo e senhorial, desfrutando de uma vista desimpedida sobre a serena baía de São Martinho do Porto, não faz a menor ideia do desafio imposto a José Luís Fortunato, o actual proprietário, que apostou na sua reabilitação.

Gerir as exigências inerentes a um edifício classificado como património municipal e transformá-lo num hotel de «charme», conciliando as imposições da Direcção-Geral do Turismo e do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico), não foi tarefa fácil. Porém, o esforço valeu bem a pena e o projecto de reabilitação, da autoria do arquitecto Sousa Lopes, foi recentemente distinguido com o Prémio de Arquitectura Eugénio dos Santos, da autarquia de Alcobaça.

Reconstruir no sentido mais puro, recuperando o espírito clássico e distinto de outras épocas, foi a intenção da família Fortunato ao investir na conversão desta casa apalaçada, outrora pertença a uma das figuras mais ilustres da terra, o capitão Jaime Granger Pinto.

Edificado em 1917, segundo um projecto do arquitecto Ernesto Corrody, o palacete é um exemplo do estilo Arte Nova, que os actuais proprietários fizeram questão de manter. «Tentámos que a casa ficasse exactamente igual ao que era. Da fachada aos interiores e aos azulejos que faltavam. Com os azulejos datados do início do século passado tivemos até muita sorte, pois o capitão Granger guardou uma caixa extra, para uma qualquer eventualidade. Quem diria que quase cem anos depois seriam mesmo utilizados e dariam tanto jeito?», conta Tânia Fortunato, directora da unidade hoteleira e filha do proprietário.

Das escadarias aos murais e vitrais, passando pelos gessos que adornam os tectos, nenhum pormenor foi descurado. «Até a cor da fachada tinha de se aproximar o mais possível do salmão alaranjado envelhecido da cor original», reforça a responsável.

Pai e filha insistiram em manter a linha clássica, até na decoração e acessórios. «Achamos que o antigo é um privilégio. Por isso nem as portas quisemos das mais modernas e mantivemos o estilo de cortinados pesados, típicos daquele tempo, em tons «bordeaux». Já para não falar das camas, que são todas estilo D. Maria», realça a directora do espaço, que foi também a responsável pela decoração do hotel, complementando o trabalho do pai, que através da empresa Fortunato Construções reconstruiu o palacete.

Os onze quartos recuperaram o estilo de outrora, cada um ostentando uma cor, uma cama D. Maria e um tecto em gesso diferentes. Em comum conservam a ambiência clássica conjugada com os habituais confortos modernos, como a net ou o ar-condicionado.

Apesar de satisfeita com o reconhecimento conferido pelo prémio, Tânia Fortunato não poupa críticas às morosas burocracias que emperram os projectos de quem quer investir: «Este prémio é um estímulo, mas não compensa a espera dos três anos para abrir o hotel devido às várias exigências das entidades envolvidas, com investimento parado. Aqui, em São Martinho, os palacetes foram quase todos destruídos e no seu lugar nasceram novos edifícios. É muito injusto para quem quer investir na reabilitação».

Do Jornal Expresso do passado sábado.

Faço notar que esta reabilitação se ficou a dever a um investidor particular, que passou as passas do Algarve para conseguir desbloquear todo o processo burocrático que demorou três anos. E para recuperar um palacete na marginal de São Martinho do Porto, com esta qualidade. É preciso coragem, se atender-mos à rapidez com que são aprovados alguns “mamarrachos” nesta Vila.

Parabéns ao Hotel Palace, ao seu proprietário Sr. Fortunato, a sua filha Tânia Fortunato e a São Martinho do Porto. Finalmente a qualidade...
José Gonçalves

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Tribunal Constitucional: PSD recebeu financiamento ilícito da Somague em 2002




O PSD recebeu ilegalmente em 2002 mais de 233 mil euros em donativos indirectos da construtora civil Somague, revela um acórdão do Tribunal Constitucional, citado pela Lusa.

O Tribunal Constitucional deu como cabalmente provado que a Somague, SA pagou uma factura no valor de 233.415 euros por serviços prestados ao PSD e à JSD pela empresa Novodesign, embora afirme "ignorar o que fundamentou tal liberalidade", refere o acórdão, de 27 de Junho passado.
O documento, que já seguiu para o Ministério Público, conclui que o PSD violou a lei do financiamento dos partidos incorrendo em "ilegalidades objectivas" puníveis com coima não só ao partido como aos dirigentes partidários responsáveis, e perda a favor do Estado dos valores ilegalmente recebidos.

Por outro lado, as empresas envolvidas estão igualmente sujeitas a coimas, de acordo com a lei.
A factura suspeita foi detectada em 2006 durante uma inspecção do fisco à sociedade Brandia Creating - Design e Comunicação, na qual se integra a Novodesign, Companhia Portuguesa de Design.

Os inspectores encontraram uma factura emitida à Somague, com a data de 15 de Março de 2002, no valor de 233.415 euros, e outras sete, com a mesma data, cuja soma dava os mesmos 233.415, com a indicação "por serviços prestados ao PPD/PSD.
O pagamento por terceiros de despesas que aproveitam a um partido político é considerado um donativo indirecto, ilegal fora dos limites previstos, de acordo com a lei.

O TC aplicou a legislação em vigor em 2002, "mais favorável ao arguido". Donativos de pessoas singulares são aceites mas com um limite de 30 salários mínimos mensais por doador - à altura, 10.440 euros.

Durante a investigação, os inspectores da Polícia Judiciária verificaram que as sete facturas emitidas ao PSD tinham sido anuladas - a sigla tinha sido riscada e substituída pela da empresa Somague, SA.

Anexo às facturas, estava um documento interno que, na prática, dava a ordem para transformar as sete facturas emitidas ao PSD numa única, a emitir à Somague-S.G.P.S., SA.

A situação foi denunciada o ano passado pela Direcção-Geral dos Impostos à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), que desde 2005 coadjuva tecnicamente o Tribunal Constitucional na análise das contas partidárias.
A acompanhar a denúncia foi uma informação da Direcção de Finanças de Lisboa com o exercício de 2002 da Somague - Sociedade Gestora de Participações Especiais.

Como os factos datam de 2002, e a ECFP só entrou em funcionamento em 2005, o procurador-geral adjunto em funções no Tribunal Constitucional remeteu os documentos ao Ministério Público, que promoveu a investigação suplementar, num processo que envolveu a ECFP e a Polícia Judiciária.

Nos fundamentos do acordão, para além das provas documentais, o tribunal valorizou os depoimentos de alguns responsáveis da Novodesign, que confirmam que os serviços foram efectivamente prestados ao PSD e à JSD e que, posteriormente, foram facturados à Somague. "Os elementos constantes dos autos provam que os serviços referidos nos sete pedidos de factura da Novodesign, emitidos em 15 de Março de 2002, no valor global de 233.415,00, foram prestados ao PPD/PSD e à JSD, mas foram facturados à Somague e pagos por esta sociedade, embora se ignore o que fundamentou tal liberalidade", refere o acórdão.

Contactado pelo Tribunal Constitucional no âmbito do exercício do contraditório, o PSD referiu que uma das sete facturas que lhe foram endereçadas foi liquidada por cheque e acrescentou que não foi encontrado qualquer registo das restantes.

Segundo o acórdão, o PSD acrescentou não estar "habilitado a prestar quaisquer outros esclarecimentos" por falta de suporte documental e por impossibilidade de contactar, "por ponderosas razões de saúde", então secretário-geral adjunto, responsável pela área administrativa e financeira.

As contas do PSD de 2002, bem como as dos outros partidos, já tinham sido julgadas em acórdãos de 2005 e de 2006 que multaram os partidos infractores e os responsáveis financeiros por irregularidades.

Apesar disso, o tribunal justificou a abertura de uma investigação suplementar afirmando que os dados novos de que teve conhecimento constituem "uma infracção autónoma" relativamente às infracções que foram sancionadas em 2005.

In: Luís Ramos/PÚBLICO (arquivo)

21.08.2007 - 12h59 Lusa

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Neste caso está Diogo Vaz Guedes, do movimento Compromisso Portugal, que vendeu a Somague aos espanhóis, o deputado europeu do PSD José Luís Arnaut, então ministro do governo de José Manuel Barroso, presidente da União Europeia !!! e Vieira de Castro que muito doente parece ir acabar sendo o bode espiatório ideal...

Quando é que os políticos portugueses dignificam a sua actividade, cumprindo a lei que lhes é aplicável?
E, como é que homens deste calibre pretendem ser governo de Portugal e impôr ordem e legalidade aos cidadão?!...

É a pouca vergonha total.
Esperemos para ver qual a punição que será aplicada, se é que alguma vez vai ser.

Já é hora de TODOS os políticos serem responsabilizados pelas ilegalidades que, conscientemente, cometem, para benefício próprio ou do aparelho político a que pertencem.





quarta-feira, 15 de agosto de 2007

LIÇÕES DA SOCIEDADE DE CONSUMO





"O suplicio de Tântalo atormenta os pobres. Condenados à sede e à fome, estão também condenados a contemplar os manjares que a publicidade oferece.



Quando aproximam a boca, ou estendem a mão essas maravilhas afastam-se. E se algo agarram, lançando-se ao assalto, vão parar à prisão ou ao cemitério. Manjares de plástico, sonhos de plástico.
É o plástico o paraíso que a televisão promete a todos e a poucos outorga. Ao seu serviços estamos.



Nesta civilização, donde as coisas importam cada vez mais e as pessoas cada vez menos, os fins foram sequestrados pelos meios: as coisas compram-te, o automóvel maneja-te, o computador programa-te, a TV Te Vê ".


desenho de elroto

terça-feira, 7 de agosto de 2007

"Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura..."

Fernando Pessoa

terça-feira, 24 de julho de 2007

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso.
'O sucesso é consequência'
Albert Einstein

domingo, 8 de julho de 2007

Monumento maravilha

Não queria, de modo algum, com a minha modesta opinião sobre esta eleição, influenciar contra o voto no Mosteiro de Alcobaça, razão pela qual, só agora me pronuncio.
pontos positivos:
  • por cafés, rádios, jornais, blogs, etc foi-se falando muito de Alcobaça.
  • O turismo deste concelho têm muito a ganhar com a divulgação nacional e internacional do evento (assim saiba aproveitar o facto).
  • O director do mosteiro mostrou, mais uma vez, ser um grande Homem e um amante de Alcobaça.
  • ficámos a saber que a câmara tinha disponiveis 150 000 euros e que, não está, por isso, "com a corda na garganta"!

- espero que os fornecedores a quem deve facturas, pensem o mesmo e, finalmente, recebam os montantes em dívida! que os deficientes passem a poder conhecer o monumento através de um acesso por uma rampa ou elevador, que possamos entrar como qualquer convidado digno, pela porta da frente (basta um corredor central, para não estragarmos os sapatitos....),etc.

  • ficámos, ainda, elucidados sobre o progresso da mais velha profissão do mundo, que aderiu ao plano tecnológico - a prostituição - bom, já chegou à votação das sete maravilhas (palavras do dr Sapinho, pois eu não me atreveria a tanto, ainda me colocavam um processo por difamação!)
  • conseguimos recordar (nas fotos de apresentação do monumento na tvi) a maravilhosa entrada verde e fresca do mosteiro - ou era outro monumento e eles... enganaram-se?
  • conseguimos ensinar história ao Luis de Matos, tendo contribuido para alargar a sua cultura geral (e a carteirita, também!)
  • tivemos o raro previlégio de ver um sapo a descer as escadas (aos trambulhões, é certo!) do magnifico estádio da Luz, inchando a cada degrau como se lhe estivessem a dar vida.
  • Ajudámos, significativamente, a encher os bolsos da pt, vodafone, optimus, tmn, etc
  • e, nem nos queixámos quando nos disseram que havia prioridades e que, a promoção do mosteiro e as verbas dispendidas eram prioritárias em relação à falta de saneamento básico e estradas e hospitais deficientes.

pontos negativos:

  • Depois de tantos pontos positivos, poderá alguém, no seu mais perfeito juizo, encontrar um ponto negativo neste processo?

sexta-feira, 6 de julho de 2007

A lei de Gresham


" A má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda".

No fundo é um princípio económico que formula a ideia de que as moedas que têm valor pleno em termos de metal precioso tendem a desaparecer quando circulam num sistema monetário depreciado.

Ou seja, na época em que o valor do dinheiro equivalia ao seu peso em ouro ou prata, se houvesse quebra da moeda (o rei ou o governo decidisse cunhar moeda com o mesmo valor nominal, mas com menos teor em ouro ou prata), então os possuidores da moeda antiga preferiam guardá-la, porque embora o valor nominal para as transacções no mercado fosse o mesmo, ela valia intrinsecamente mais. Assim, pouco a pouco, as transacções faziam-se usando apenas a má moeda, enquanto a boa moeda era entesourada nos baús caseiros.

Quando Cavaco Silva relembrou a Lei de Gresham, num artigo publicado no Expresso, a generalidade da opinião pública viu, por detrás das palavras do actual Presidente da República, a intenção (e a acção) que sacudiu Santana Lopes da presidência do governo. O próprio Santana Lopes, entre tantas queixas de desabafo salientou, umas vezes directa, outras indirectamente, o empurrão com que o seu ex-presidente o desequilibrou. E a leitura ficou por aí.

Cavaco Silva, interpelado sobre o assunto, respondeu que a sua afirmação não visava ninguém em especial mas a classe política em geral.

Parece-me pertinente o relançamento deste tema, visando particularmente o quadro político das autarquias – Juntas e Assembleias de Freguesia, Câmaras e Assembleias Municipais.

domingo, 1 de julho de 2007

UMA CASA «À PORTUGUESA» COM CERTEZA


Um texto do sociólogo e professor universitario Moises Espirito Santo, publicado no Jornal de Leiria, na edição de 14/672007. Achei por bem trazer este tema ao Gentes e Frentes. Informo que o mesmo artigou gerou polemica, na edição seguinte, do mesmo jornal, devido à sua pertinência e extrema actualidade mas também porque exprime um modo de ser bem português.

"Há muito para dizer sobre o tema. Comecemos por isto: o Banco Europeu faz subir as taxas de juro que vão atingir a habitação dos portugueses. Muitos deles terão de se desfazer da casa que compraram a crédito porque a Banca não perdoa. Pensaram, ingenuamente, que a vida ia de vento em poupa e empenharam-se na compra duma habitação caríssima. Como em todos os países modernos? Falso. Estamos perante um problema económico que é um efeito da cultura (entendida como «o modo de pensar e de agir») porque tudo é regido pela cultura, incluindo a economia. Nesta concepção de «casa», um valor da cultura tradicional persistente faz estragos na modernidade. Nestes últimos 50 anos, cultura portuguesa mudou menos do que se pensa: melhoraram-se os consumos, os hábitos e as tecnologias, mas o essencial continua.

O facto é que os portugueses pressupõem que, na modernidade, a regra é a compra da habitação. Ora, esta era uma regra da ruralidade. Na cultura rural (sejam quais forem as sociedades), o princípio é que cada agricultor ou aldeão tenha a «sua casa» integrada nos seus campos. A habitação da família era o seu berço, a sua raiz na terra, a sua marca no solo, a sua presença na paisagem, a condição para a parceria aldeã, a prova da existência, a estabilidade (ou fixidez) social e a sua câmara mortuária.
Contrariamente a isto, o princípio das culturas urbanas é o da casa arrendada. Na Europa, para o comum das pessoas, por «viver na cidade» entende-se que é em casa arrendada. Esta diferença marca duas culturas. Só a casa arrendada se coaduna com a premente mobilidade social ascendente ou descendente (subir ou descer no estatuto social) e com a mobilidade geográfica (necessidade de mudar de residência: se se perder o trabalho num sítio procura-se trabalho e casa noutro; alargando-se a família arranja-se casa maior; separado o casal, cada qual procura outro domicílio, etc.). Com o mínimo de traumas.
Nenhum estado moderno tem interesse em fixar os habitantes a um sítio. Muito menos concede benefícios fiscais à compra de casa. Á economia (capitalista ou socialista) convém sobretudo (é uma condição sine qua non) a mobilidade dos trabalhadores, a sua deslocação para onde há trabalho ou para desenvolver as regiões deprimidas. Só este exemplo: em 1988, no município de Paris (7 milhões de habitantes) o sistema de «casa própria» não ultrapassava os 28% das habitações familiares.Esta diferença bastaria para ilustrar o fosso cultural existente entre nós e os outros europeus. As concepções rurais, específicas das aldeias, passaram-se para as cidades.
Chamamos a isso rurbanização, quer dizer, transferência da ruralidade para a civilização urbana. A «casa própria» é um atavismo rural que persiste sob a capa da modernidade. É por isso que o País se vai tornando num imenso subúrbio, nem rural nem urbano, rurbano, sem áreas desafogadas para empreendimentos que exijam largos espaços, um país atravancado com casas, e com cada vez menos qualidade ambiental. O atavismo cobriu todo o território e compromete irremediavelmente o futuro - um enorme desperdício macro-económico. A paisagem do Litoral já é tão só uma teia de casas. É claro que os lucros fabulosos da Banca portuguesa se devem a este resquício rural da «casa própria»".

sábado, 23 de junho de 2007

CHAPEAU AO VEREADOR DA CDU EM ALCOBAÇA




Afinal ainda há politicos com sentido comum em ALCOBAÇA...


"...Termino o agir triangulando, de hoje, com C de CONCURSITE, das 7 Maravilhas! Nos primeiros tempos achei que devíamos puxar pelo voto certo na nossa inquestionável Maravilha, no nosso Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, classificado pela UNESCO, Património Mundial, há quase duas décadas. Depois apercebi-me que a TVI e a organização, queria recolher receitas, permitindo que qualquer um possa votar centenas de vezes por telefone. Mais grave foi saber que o Presidente Sapinho não tinha mais nada que fazer do que votar dezenas de vezes, quando viajava no nosso automóvel. Depois, ao ver que a maioria da Câmara e a Junta de Freguesia de Alcobaça incentivavam a que as pessoas gastem dinheiro (“o Truque é votar”), exclamei: “Caramba, isto é demais”!!! Até chegaram ao cúmulo de irem premiar quem gaste mais dinheiro em telefone. É claro que o que deviam ter feito é denunciar e acabar com este logro. O que deviam era ter agido junto dos organizadores para limitar um voto por cada telefone, como é possível tecnicamente fazer. Deixei os “truques” e, para mim, passou a ser a hora de denunciar esta parvoíce! Fiquei a saber que a operação de propaganda e promoção do Mosteiro, por iniciativa da câmara custa 150 mil euros… Vou tentar descobrir em quê… Entretanto não me venham dizer que têm de cortar nas verbas para as colectividades, por exemplo, quando os Ranchos Folclóricos vão representar condignamente Alcobaça junto das nossas comunidades emigrantes, ou quando uma orquestra vai representar o concelho num concurso nacional!!! "

Rogério Raimundo

Vereador PCP

CMAlcobaça

quarta-feira, 13 de junho de 2007

MARAVILHA OU DESPERDÍCIO?!...


" (...) De todas as Câmaras contactadas, a de Alcobaça foi a única que reconheceu ter apostado forte na promoção do seu mosteiro.(...) entre 100 a 150 mil euros (...)

A autarquia recorreu aos serviços de uma empresa de consultadoria que definiu os moldes da campanha. (Vitor Frutuoso, presidente da câmara municipal de Marvão, adianta que também foi contactado por uma empresa que pretendia promover o castelo. O preço base era 50 mil euros. O autarca declinou (...)

Em Alcobaça, aquele momtante foi também utilizado para pagar os direitos de imagem de Luis de Matos, que dá a cara pelo mosteiro(...)"


In: Jornal o Público. Segunda Feira, 11 de Junho de 2007


Ao ler esta notícia fiquei, na qualidade de munícipe de Alcobaça, envergonhada.

Afinal, em Alcobaça, há milhares de munícipes sem saneamento básico, estradas camarárias feitas de buracos de alcatrão e terra, esgotos a céu aberto a desaguar para os rios Alcoa e Baça, equipamentos sociais avariados e sem servirem o interesse público (exemplo disso é o elevador do passeio pedonal que antes, ou logo que foi aberto ao público foi avariado e nunca reparado...), escolas a necessitarem de apoios para funcionamento, edifícios públicos (camarários e outros) a violarem a lei por não cumprirem a regulamentação legal das acessibilidades, ignorando deste modo todos os cidadãos que sofrem de incapacidades motoras e visuais e tantas outras carências primárias ...

Apesar de tudo isto, a prioridade da Câmara Municipal de Alcobaça é trazer a Alcobaça um "mágico" para dar a cara pelo nosso Mosteiro?!...

Gastar 150 mil euros dos contribuintes alcobacenses para puro folclore?!...

Será que alguem pensa que o Luis de Matos vai salvar Alcobaça do marasmo em que mergulhou?

Afinal, onde é que mora o respeito pela dignidade e bem - estar dos munícipes?!...

domingo, 10 de junho de 2007

VALE A PENA OUVIR E PENSAR...



...APESAR DOS POUCOS ASSISTENTES NA SALA.

terça-feira, 5 de junho de 2007

A LENDA DO LAGO

A LENDA DO LAGO

N’aquela tarde calma. Fora a pesca abundante,
Sant’António do seu nicho, assiste vigilante
À faina. Os pescadores largam já d’amarra
E, como o mar manso,lá vão de proa à barra
Alegremente em fila, o porto demandando.
O leme vai na orça, velozes vão passando
Na linha da “ carreira “. Em frente da capela;
O Santo vai contando, um por um, vela por vela.

O sol é posto já. Traiçoeiro a refrescar
O vento aflige o Santo e atormenta o mar.
Toldou-se o céu também, logo a terra escureceu
E no regaço o santo Jesus adormeceu.
Já nas ondas envergam os novelos d’espuma
Mas, na conta das velas, inda falta uma!
Nos lábios d’António, trémulos d’amargura
Alguma praga ao mar, entre as preces se mistura.

Um ponto branco, ao sul, lá longe entre a procela,
Traz rumo aproado, à alvura da capela.
O bom do Santo ao ver, esse asa de gaivota
Que, tão audaz procura. A linha da derrota,
Empalidece, e treme, temendo-lhe o destino.
Não se atreve porém a acordar o seu Menino.
E murmura: “Jesus, Senhor! A vaga é tão alta”
“E aquela vela é, a mais pequena que me falta”

Enquanto Dura a luta, entre o mar e a vela
António nota já, não ser deserta a capela.
Uma pobre mulher, nos degraus ajoelhada
Cinge contra o seio, uma cabecita dourada;
No seu ardente olhar e nos olhos da criança,
O ponto branco brilha, como um farol d’esperança
E o pescador afoito, aproa sempre a vela
Ao vulto da mulher, à brancura da capela

O mar redobra a fúria, é um leão rugindo
E tranquilo Jesus, no regaço vai dormindo;
Mas avistando o pano, roto já p’la rajada
A cabecita d’ouro exclama apavorada:
“Ó mãe? Ó minha mãe?”
“É o meu pai, quelá vem?!”
N’isto; o Menino acorda e mui mal humorado,
O aio santo increpa, de sobrolho carregado;
“O que foi isto António?” – “Quem foi que se atreveu?”
O Santo aponta a medo, a vela, o mar, o céu.

Nos olhos da mulher, onde a vela é agravada
Uma lágrima... Uma pérola pendurada.
Desvairado ao vê-la, implora Sant’António:
“Senhor... fazei bonança... O mar é um demónio... “
Jesus serenamente, do nicho então desceu,
Com uma mãozita em concha, a pérola colheu,
O seu rosado braço, enérgico balança
E às ondas infernais, a humilde jóia lança.

Depois... sorriu ao Santo com divino afago
E no mar, defronte da capela, fez-se um “lago”


UM PESCADOR
( O autor destes versos é desconhecido sendo atribuido a um pescador da época)

CAPELA DE SANTO ANTÓNIO – S. MARTINHO DO PORTO

A Capela de Santo António situa-se num cabeço conhecido pelo Morro de Santo António. Segundo consta, a sua origem remonta á época muçulmana, altura em que ali teria sido erigida uma pequena mesquita. Com a reconquista cristã, esta mesquita teria sido destruída e em seu lugar teria sido edificada uma capela dedicada ao Santo que lhe dá nome, que do alto de sua capelinha foi e ainda é refugio e amparo dos pescadores nas horas difíceis, embora nos dias de hoje eles sejam cada vez menos.

Escondidos no imaginário ficaram as lendas e superstições relacionadas com esta capela e com os feitos do Santo sempre pronto a proteger os pescadores que se entregaram ou entregam à sua protecção. A mais conhecida é sem dúvida a “LENDA DO LAGO”, escrita em verso, em bonitos azulejos que se encontram na frente da capela. Pena que mal tratados. Fala de um barco que entre muitos outros, saiu para a pesca num dia calmo. De repente o mar ficou embravecido e Santo António, sempre vigilante, depois de contar as velas e verificando que lhe faltava uma, tendo o menino Jesus adormecido no seu regaço, por ele chamou e este acordando transformou o mar em lago, salvando os pescadores. E assim nasceu a lenda.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Distinção - Blog com Tomates


Foi atribuído ao nosso blog (Alcobaça : Gentes e Frentes), pelo blog Do Mirante, o prémio Blog com Tomates, que agradecemos.

Em conformidade com o estatuto do prémio, seleccionámos, por ordem alfabética, e com o cuidado de não repetirmos nenhum já seleccionado, os seguintes blogs:

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Aeroporto da Ota


A construção do novo aeroporto de Lisboa, tem sido alvo de vários estudos, suportados por vários Governos, e efectuados ao longo de muitos anos.

Na sequência da decisão do Governo, em avançar com a construção na OTA , têm sido desenvolvidos outros com vista a potenciar uma maior qualidade de vida na região Oeste, donde se destacam o Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo – PROT-OVT, a Estratégia de Desenvolvimento do Oeste 2020 e o Estudo Integrado da Mobilidade, Acessibilidades e Sistema de Transportes nos concelhos integrantes da Associação de Municípios do Oeste.
A construção do novo aeroporto da Ota será factor de maior desenvolvimento para a região.

Certamente que se instalarão novas indústrias e outros sectores de actividade, bem como permitirá uma modernização e reorganização das plataformas logísticas existentes.

Deste modo, considero que a recente polémica instalada sobre a localização do aeroporto prejudica seriamente, não só os interesses da região, como também os interesses nacionais podendo conduzir ao desinteresse de investimento na região.

Penso que para o concelho de Alcobaça, seriam inegáveis as vantagens da construção do novo aeroporto na Ota, possibilitando um crescimento qualitativo e quantitativo no nosso turismo.

terça-feira, 22 de maio de 2007

DISCURSO HIPÓCRITA E MENTIROSO

Excertos de um artigo de opinião no jornal A Bola de 17 de Maio de 2007 de autoria de Jorge Olímpio Bento

... é preocupante a situação de desemprego que afecta dezenas de milhar de jovens licenciados de verdade.

...O desemprego de tantos milhares de licenciados (e já de mestres e doutores) é um problema muito grave não só para os atingidos, mas sobretudo para o presente e futuro do país. É contra todos os princípios de humanidade e justiça, de equidade social e de visão estratégica e politica que se deprecia o investimento feito pelos jovens e suas familias e que se desperdiça um tão elevado capital de conhecimento e formação.

Os jovens em causa construiram sonhos e ideais, conceberam projectos superiores de vida, concluiram os seus cursos cheios de ambições, com força de vontade e criatividade, com enorme potencial de dinamismo e renovação, dispostos a dar o melhor de si à comunidade – e em cima de todo este manancial de euforia, esperança e optimismo é derramado um balde de desconsideração e péssimismo. À espera deles estão o vazio, a descrença, o desprezo, a desconsideração, a frustração e o desespero. Afinal estudaram, esforçaram-se, trabalharam, investiram – e não foi pouco – e não vêem nada reconhecido. Ouviram e ouvem a toda a hora – da boca dos politicos em geral e dos governantes em particular; dos donos das grandes empresas e serviços, dos peritos em relatórios e dos oráculos dos órgãos mediáticos – que o país carece de mais licenciados, mestres e doutores e são agora obrigados a confirmar que todos esses discursos e declarações não passam de logro e hipócrisia.

Quando e como é que estes jovens vão constituir familia? Quando é que vão alcançar um emprego decente? Se o conseguirem, será quando as suas melhores energias estiverem gastas e as suas ilusões sufocadas pela dúvida, pelo desencanto, pela frieza e ansiedade, isto é, quando estiverem exauridos do potencial de entusiasmo e inovação, de entrega generosa e transburdante que por certo levariam para a sua profissão. Se o país trata assim os seus jovens, se os condena a serem vencidos da vida, que presente quer afirmar, que amanhã quer construir?!

As implicações desta realidade são diversas e profundas e mostram que o país não é pensado a sério, que se mente e mantém a farsa em todos os sectores, que há corporações com interesses nada sintonizados com a formação sólida de quadros. Não se deseja transcender a barreira do obscurantismo. O que se quer é gente formada pela rama e à superficie em cursinhos feitos a correr, gente que possa ser fácilmente ludibriada e manipulada, submissa e incapaz de se pensar a si, aos outros, ás coisas e causas, de erguer questões e problemas e a quem seja paga uma ninharia. Isto é a pura verdade. É esta a formação que interessa; a outra – exigente, alargada e profunda – é indesejada.

...Enfim, é este o país que temos e queremos ter, com os actos e factos a desmentir as palavras.

Preocupante, acrescento eu, porque para além de tudo isto, não raras vezes deparamos com jovens licenciados a exercerem profissões completamente desajustadas dos seus cursos, porque de empregos... estamos todos elucidados, poucos ou nenhuns se criam.

Assitimos paralelamente a um aumento substancial de desemprego, o que vem agravar ainda mais os problemas de todos os nossos jovens, e é um sinal de que os que existem vão sendo paulatinamente encerrados.

Que país é este? Que governantes são estes? Que futuro vai ser o dos nossos jovens?

Que futuro vai ter este país? Quem souber que responda!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

"AZNAR SEM TRAVÕES"



De um amigo de Espanha, recebi um mail, a indicar-me este vídeo para ver a figura que o anterior presidente do Governo Espanhol José Maria Azar, fazia entre amigos “en medio de copas de vino”. O meu amigo designa este ex-governante, de “ estúpido personaje que no hace otra cosa que ensuciar el nombre de nuestro país allá donde va (...)mira (…) y le verás diciendo las tonterias del vino en contra de la Dirección General de Tráfico de España” .

A mesma exibição foi abertura do noticiário da CUATRO, em 4 do Maio ultimo, causando uma enorme polémica. Mas o importante da postagem é ver-se pela peça, a atitude da imprensa espanhola que é acutilante e critica para chamar à razão os telespectadores sobre aqueles que ofendem a dignidade do Estado e das instituições mesmo sendo figuras de primeiríssima linha. A imprensa toma partido, é critica e acutilante sem perder o sentido de bem publico que deve de ter como realidade que ajuda a construir e a formar o espírito de sociedades evoluídas e com poder de autocrítica. Ao contrario a imprensa portuguesa é amorfa, subserviente e bajuladora e não toma partido de nada. Pelo vídeo podemos ver ainda o tipo de pessoas que têm governado o mundo e recordo que este senhor, foi um dos principais promotores de uma guerra desnecessária, com os resultados que todos conhecemos. Veio ainda a Portugal apoiar o PSD numas eleições legislativas... todo um exemplo de dignidade e cidadania.